O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, acusou o Hamas de violar o cessar-fogo e ordenou que o Exército realizasse “ataques poderosos” contra a Faixa de Gaza nesta terça-feira (28). Segundo as Forças de Defesa de Israel, equipes de engenharia foram alvo de tiros e projéteis antitanque em Rafah, no sul do território palestino. Após consultas com autoridades de defesa, Netanyahu decidiu retomar os bombardeios, com uma resposta que, segundo um assessor ouvido pelo Jerusalem Post, será “mais significativa” do que a anterior.
O novo confronto ocorre em meio à fragilidade do acordo de trégua firmado com mediação dos Estados Unidos e países muçulmanos. Desde o início do conflito, em outubro de 2023, quando o Hamas atacou comunidades israelenses e matou cerca de 1.200 pessoas, a ofensiva de Tel Aviv deixou mais de 67 mil palestinos mortos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo. A recente violação ocorre dias após a devolução dos restos mortais de reféns, entre eles Ofir Tzarfati, sequestrado no festival Nova.
A retomada dos ataques eleva as tensões na região e ameaça o plano de paz que previa a libertação de reféns e prisioneiros. Pelo acordo, o Hamas libertou todos os reféns vivos em troca de quase 2.000 palestinos detidos, enquanto Israel recuou suas tropas. Agora, autoridades israelenses acusam o grupo de romper o pacto, enquanto o Hamas alega dificuldades para recuperar os corpos de 13 reféns ainda sob escombros. Na Cisjordânia, a violência também aumentou: forças israelenses mataram três palestinos em Jenin, dois deles apontados pelo Exército como integrantes da facção.
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