O Nepal começou a reconstruir áreas atingidas pelas recentes enchentes, mas enfrenta uma crise econômica provocada pelos danos às estradas, pontes e outras estruturas essenciais. O governo estima que apenas a reconstrução poderá custar cerca de US$ 5 bilhões. O desastre também afetou fazendas, usinas de energia, comércio, turismo e empresas, ampliando os prejuízos econômicos.
O país responsabiliza as nações mais industrializadas por parte dos impactos da crise climática e destaca que contribui com apenas 0,1% das emissões globais. O Nepal solicitou US$ 20 milhões a um fundo das Nações Unidas destinado a ajudar países em desenvolvimento a enfrentar perdas e danos relacionados às mudanças climáticas. Autoridades defendem que a situação seja tratada como uma questão de justiça climática.
Cientistas ainda investigam o papel exato das mudanças climáticas nas enchentes, que teriam sido desencadeadas pelo colapso de uma geleira e por um deslizamento de terra. O aumento das temperaturas, porém, vem desestabilizando geleiras e encostas congeladas do Himalaia. Segundo uma análise do Banco Mundial, o Nepal pode perder cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2050 caso o aquecimento global continue no ritmo atual.
Além das perdas humanas e materiais, o desastre já provoca impactos no custo de vida e no comércio. Alimentos ficaram mais caros em Katmandu, enquanto a destruição de rotas comerciais elevou os custos de transporte e atrasou entregas. O Nepal agora precisa reconstruir sua infraestrutura ao mesmo tempo em que se prepara para eventos climáticos extremos mais frequentes, o que pode tornar as futuras obras ainda mais caras e aumentar a pressão sobre a economia do país.
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