O autismo é um transtorno global do desenvolvimento e possui três características fundamentais: as pessoas que têm tal transtorno são incapazes de interagir socialmente, possuem um padrão de comportamento restrito e repetitivo e têm dificuldade com a linguagem comunicacional e interação de jogos simbólicos.
Durante muitos anos, a síndrome de Asperger foi o nome dado ao grau mais leve de autismo. Era um quadro considerado menos grave, com uma pequena necessidade de suporte e normalmente era acompanhado de um QI alto ou habilidades intelectuais altas. Esse nome foi dado em 1944 pelo pediatra Hans Asperger.
Contudo, desde que os manuais clínicos DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e CID (Classificação Internacional de Doenças) foram atualizados, há aproximadamente uma década, Asperger e outras terminologias usadas para descrever o espectro do autismo deixaram ou estão no processo de serem deixadas de serem usadas. Isso aconteceu porque, conforme o estudo a respeito do autismo foi avançando, foi ficando claro que tudo é uma coisa só, o que quer dizer que mesmo tendo classificações diferentes, as pessoas tinham características parecidas, mas com graus de comprometimentos diferentes.
Antes dos manuais clínicos serem atualizados, o espectro autista teve vários nomes, como transtorno autista, autismo atípico, transtorno global de desenvolvimento, e vários outros. Com essa percepção, os manuaisSM-5 (de 2013) e CID-11 (de 2022) unificaram os sintomas atribuídos ao autismo em um único nome: o transtorno do espectro autista, ou simplesmente TEA.
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