No domingo (26/03), pelo menos 29 pessoas morreram em decorrência do naufrágio de embarcações de migrantes no Mediterrâneo, na costa da Tunísia. Os corpos das vítimas foram encontrados em Mádia, cidade localizada na costa oriental do país.
A região tem registrado aumento de barcos saindo rumo à Itália, com a Guarda Costeira da Tunísia impedindo, nos últimos 4 dias, cerca de 80 embarcações e detendo mais de 3.000 migrantes, em sua maioria de países da África subsaariana.
Desde o discurso contra a migração clandestina do presidente da Tunísia, Kais Saied, em fevereiro, muitos migrantes africanos têm perdido seus empregos e moradias de forma abrupta. Esse discurso resultou na saída da maioria das 21 mil pessoas da África subsaariana registradas oficialmente no país, muitas em situação irregular.
Com isso, muitos migrantes chegam à Tunísia para tentar chegar às costas europeias, já que alguns pontos da costa tunisiana ficam a menos de 150 quilômetros da ilha italiana de Lampedusa. Embora a Tunísia não seja um dos países mais usados pelos migrantes para chegar à Europa, a situação se agravou desde que a Líbia adotou medidas mais rigorosas em suas fronteiras marítimas.
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