quinta, 23 de abril de 2026
27/01/2026   12:00h - Notícias Gerais

Na Suíça, comunidades de baixa renda vivem em "favelas" que oferecem altos padrões de qualidade de vida

A cidade de Basileia, localizada no noroeste suíço, desafia estereótipos sobre pobreza urbana. Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) superior a 0,964, o município apresenta um cenário em que até regiões rotuladas nas redes sociais como “favelas suíças” contam com infraestrutura de saneamento, segurança e transporte público em níveis elevados, muitas vezes superiores aos encontrados em bairros considerados nobres em outros países.


O uso do termo “favela” nesses contextos digitais funciona mais como exagero retórico do que como descrição real. Ele costuma se referir a áreas de maior adensamento populacional e arquitetura funcional, distantes da imagem idealizada dos chalés alpinos. Em Basileia, a principal diferença entre bairros operários e áreas de alto padrão está no tamanho dos imóveis e no estilo das construções, e não na ausência do Estado ou na precariedade dos serviços públicos.


Em regiões como o bairro de Klybeck, o planejamento urbano privilegia a eficiência habitacional em detrimento da estética histórica. Os prédios, de linhas simples, concentram uma população numerosa, mas oferecem isolamento térmico avançado, acesso universal à água potável e manutenção rigorosa, garantidos por políticas públicas voltadas à habitação e ao bem-estar social.

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