No dia 16 de abril, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), sediará um evento que explora o uso da tecnologia blockchain na preservação do patrimônio cultural. A iniciativa terá como destaque a tokenização da Escadaria Selarón, um marco artístico do Rio de Janeiro, agora representado digitalmente na blockchain. O encontro pretende debater as possibilidades e os desafios técnicos e legais do uso de tokens para preservar e valorizar bens culturais.
A tokenização permite transformar ativos físicos em representações digitais únicas, registradas em redes descentralizadas. Com isso, é possível garantir a autenticidade e rastreabilidade de obras culturais, além de abrir espaço para modelos de financiamento coletivo e propriedade compartilhada. O uso de blockchain também oferece segurança e transparência na gestão desses registros, garantindo que não sejam alterados ao longo do tempo sem consenso da rede.
Especialistas destacam a importância de adotar padrões abertos, interoperabilidade entre redes (cross-chain) e interfaces acessíveis para o público geral, evitando que a tecnologia crie barreiras ao acesso cultural. A proposta é tornar a blockchain uma aliada na democratização da cultura, permitindo que coleções digitalizadas ou nativas digitais sejam preservadas e compartilhadas de forma sustentável, acessível e inovadora.
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