quinta, 23 de abril de 2026
15/12/2023   09:30h - Curiosidades

Muralha da China tem "pele viva" que a mantém de pé há 2 mil anos; entenda

A Grande Muralha da China, reconhecida como uma das Sete Maravilhas do Mundo pela Unesco, possui uma história que ultrapassa os 2 mil anos, e estudos mostram que essa durabilidade se dá por uma pele viva. A construção se estende por mais de 21 mil km, embora tenha sido ainda maior em tempos antigos. O que permanece atualmente é apenas uma fração da barreira que sofreu erosão ao longo do tempo.

 

A sustentação da estrutura até os dias de hoje é atribuída a uma pele viva, formada por bactérias, musgos, líquens e outros organismos. Essa camada de seres, denominada biocrosta, foi minuciosamente estudada por cientistas, cujos resultados foram publicados na revista Science Advances em 8 de dezembro. De acordo com a pesquisa, a “pele viva” desempenhou um papel crucial ao proteger partes da construção contra os efeitos do vento, da chuva e de outras forças corrosivas. A revista Science relata que “as biocrostas melhoram a estabilidade mecânica e reduzem a erodibilidade da Grande Muralha”, conforme destacado pelos autores do estudo.

 

A razão para esse fenômeno existir está na capacidade das cianobactérias e outras formas de vida presentes na biocrosta de secretar substâncias, como polímeros, que se unem de maneira sólida às partículas de terra socada. Bo Xiao explicou que essa ligação desempenha um papel fundamental em “reforçar a estabilidade estrutural”, agindo como um tipo de cimento. Conforme destacou o cientista, essas substâncias cimentícias, filamentos biológicos e agregados de solo contidos na camada de biocrosta acabam por formar uma rede coesa com uma resistência mecânica robusta e estabilidade significativa contra a erosão externa.

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