Uma análise apresentada no 24º Encontro Europeu da Associação de Paleopatologia revelou a presença da bactéria Yersinia pestis em uma múmia masculina de cerca de 3,3 mil anos, encontrada no Egito. Este é o primeiro registro genômico da bactéria fora da Eurásia, indicando que a peste bubônica estava presente no período do Novo Reino Egípcio, embora ainda não seja possível determinar sua extensão na época. Os sintomas avançados da doença, como bubões e febre alta, foram confirmados por vestígios da bactéria no tecido ósseo e intestinal da múmia.
Estudos anteriores já sugeriam a presença da peste ao longo do Nilo, com base em indícios como pulgas encontradas em Amarna, local onde viveram os construtores do túmulo de Tutancâmon, e descrições de doenças similares no Papiro Ebers, datado de 1.550 a.C.
A Yersínia pestis, conhecida por causar a peste negra que devastou a Europa no século XIV, já circulava milhares de anos antes desse evento. A análise da múmia egípcia, sob a guarda do Museu Egípcio de Turim, é mais uma peça nesse quebra-cabeça histórico, conectando o Egito ao longo legado da peste bubônica.
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