O número de multas por desmatamento, além de outras infrações na região amazônica, aumentou 219% no primeiro trimestre de 2023, em comparação à média do mesmo período dos anos de 2019 a 2022. Os dados são do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O Ibama justifica os aumentos das multas, apreensões de bens e produtos e embargos de propriedades, dizendo que ocorreram devido à retomada das atribuições do órgão ambiental do governo federal e o comando do combate ao desmatamento pela área ambiental. Essas medidas descapitalizam os infratores e impedem que obtenham financiamentos bancários, além de restringir o comércio de produtos ilegais.
Somam-se, às multas, apreensões de bens e produtos relacionados a infrações ambientais, com alta de 133%, além do número de embargos de propriedades, que cresceu 93%, no mesmo período. Em todo o Brasil, as autuações ambientais do instituto aumentaram 78%, de janeiro a março deste ano, em relação ao mesmo intervalo de meses, dos quatro anos anteriores.
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