quinta, 23 de abril de 2026
02/05/2025   14:00h - Educação

Mulheres trabalhadoras da educação desejam mudanças: equidade de gênero e salarial

No ano de 2023, o Brasil alcançou um recorde histórico no número de mulheres no mercado de trabalho. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, 43,3 milhões de mulheres estavam ocupadas, número superior ao registrado em 2022 (42,6 milhões). São dados para comemorar, porém longe de serem os ideais para as mulheres que ainda lidam com dificuldades e desafios para se manter no mercado de trabalho.

 

Brasil de Fato Paraná conversou com mulheres trabalhadoras das áreas da saúde e da educação, carreiras com predominância feminina. As entrevistadas citaram sobrecarga e desigualdade de gênero e salarial como os principais desafios para se manter no mercado de trabalho. E, entre os sonhos, que as mulheres possam ser respeitadas livre do machismo e misoginia.

 

A enfermeira socorrista Franciely Schadeck atua no Serviço de Atendimento Móvel (Samu), e esta há dez anos na área da saúde. Apesar de se realizar profissionalmente, ela afirma que precisa ter dois empregos para garantir o sustento. “Os maiores desafios são conciliar os vínculos na enfermagem, pois geralmente precisamos trabalhar em dois lugares para nos manter, e lidar com as tarefas do cotidiano, como cuidar da casa, da família, dormir oito horas, comer bem e ter tempo para se exercitar” cita. Para ela, o melhor cenário de homenagem às mulheres trabalhadoras seria o reconhecimento. “Desejo que nós, mulheres, sejamos valorizadas e reconhecidas. Ainda em 2025, sofremos preconceito e desvalorização mesmo em serviços nos quais somos indispensáveis”, afirma.

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