O Censo Escolar revelou que as mulheres são maioria nos cursos de formação técnica profissionalizante no Brasil, superando desafios de jornada dupla e cuidados com a família. O público feminino predomina desde a faixa etária com menos de 20 anos (51%) até faixas mais maduras, atingindo 64,3% entre os estudantes de 40 a 49 anos.
A busca por rápida inserção no mercado e autonomia impulsiona depoimentos como o de Jéssica Queiroz, que escolheu a eletrotécnica porque enxergou no curso técnico uma forma de "adquirir conhecimento, desenvolver novas habilidades e aumentar as chances de conquistar uma boa colocação". Já Jennifer Correia, aluna de enfermagem que retomou os estudos após a maternidade, destaca a importância da qualificação para garantir estabilidade financeira em menos tempo.
A diretora-presidente do Centec, Eliana Cássia de Souza, ressalta que as estudantes têm ocupado setores historicamente masculinos para "conquistar autonomia financeira, crescer profissionalmente e transformar suas trajetórias". Para apoiar essa rotina intensa, a instituição investe na ampliação de cursos à distância e em parcerias com indústrias, oferecendo às alunas "um caminho mais curto entre a sala de aula e o mercado de trabalho".
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