quarta, 22 de julho de 2026
15/07/2026   16:40h - Meio Ambiente

Mulheres da Amazônia se unem para enfrentar as mudanças climáticas

A organização de mulheres da Amazônia em associações e cooperativas tem sido um pilar fundamental no combate aos efeitos das mudanças climáticas e na proteção de seus territórios. Diante de secas prolongadas e chuvas irregulares que afetam o ciclo de cultivos tradicionais, como o açaí no Pará, comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas precisaram se adaptar. Em resposta, projetos sociais como o da FASE Amazônia passaram a capacitar essas populações, focando na soberania alimentar e no fortalecimento da liderança feminina.

 

Para reduzir a dependência do monocultivo e proteger o solo, as agricultoras implementaram sistemas agroflorestais (SAFs), diversificando a produção com culturas de curto prazo e garantindo alimentos durante o ano todo. Elas também adotaram a "caderneta agroecológica", uma ferramenta prática de monitoramento que ajuda a registrar o ciclo produtivo e a mapear os impactos climáticos enfrentados no dia a dia, promovendo a regeneração rápida da floresta e maior autonomia local.

 

Além de garantir a subsistência, as iniciativas impulsionaram a geração de renda e a emancipação financeira dessas mulheres. Por meio de associações locais, como a APACC em Igarapé-Miri (PA), elas passaram a beneficiar e comercializar produtos como tucupi, farinha e polpas em feiras locais e no mercado de merenda escolar. Esse protagonismo produtivo elevou a autoestima das agricultoras, consolidando definitivamente o papel das mulheres como provedoras essenciais de suas famílias e comunidades.

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