Uma mulher de 59 anos foi resgatada de condições de trabalho doméstico análogas à escravidão em uma operação conjunta realizada pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) e pela Auditoria-Fiscal do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com o apoio da Polícia Federal. A ação ocorreu no bairro Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro.
A vítima foi trazida de Pernambuco pelos patrões há oito anos e estava em situação de exploração desde os 13 anos de idade, trabalhando inicialmente para familiares dos atuais empregadores. Durante todo esse tempo, ela não recebeu salário nem teve direito a folgas. Além disso, não possuía conta bancária, nem mantinha relações pessoais ou sociais fora do ambiente de trabalho. Seu contato era restrito às pessoas relacionadas aos empregadores, evidenciando um isolamento total da vida social.
Após a conclusão da operação, a Auditoria-Fiscal do Trabalho resgatou a trabalhadora, emitiu autos de infração contra os empregadores e providenciou o acesso da vítima ao seguro-desemprego, pagamento de salários e verbas trabalhistas devidas ao longo dos anos de exploração, bem como uma indenização por danos morais.
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