Yeda Batista da Silva, 46, morreu após passar mal durante um tumulto na porta de um frigorífico em Goiânia, Goiás, no último domingo, 2, dia das eleições, enquanto tentava comprar carnes mais barata para comemorar o aniversário de 71 anos de sua mãe. A confusão aconteceu após o dono do frigorífico, que é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), anunciar uma promoção de “Picanha Mito” por R$ 22 o kg. A carne custava originalmente R$129,99 por kg.
De acordo com o marido da vítima, que é bombeiro, ela já tinha problemas circulatórios e acabou sendo espremida na porta do frigorífico, durante o tumulto e decidiu esperar o marido no carro. Quando o homem voltou para o carro percebeu que a perna de sua esposa estava inchada e ela reclamava de muita dor, então voltaram para casa. Depois de algumas horas, Yeda foi levada ao hospital para atendimento médico e em seguida transferida para uma unidade hospitalar especializada em estudos dos vasos sanguíneos, mas o problema seria no sistema vascular e ela não conseguiu resistir.
A morte foi inicialmente registrada como acidental. Yeda tinha uma doença autoimune que afetava os rins e a circulação sanguínea. No entanto, o 4º DDP de Goiânia, que está investigando o caso, solicitou um exame cadavérico para determinar as causas da morte da mulher.
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