Quando tinha 21 anos, a americana April Burrell passou por um evento traumático que a fez manifestar uma esquizofrenia e entrar num estado constante de alucinações visuais e auditivas. A então estudante universitária perdeu a capacidade de se comunicar, tomar banho e até mesmo de reconhecer a sua família.
Internada em uma instituição psiquiátrica, os médicos descobriram que April também sofria de lúpus, doença autoimune em que o sistema imunológico ataca o próprio corpo e afeta os órgãos. Depois de passar por um tratamento combinado de várias técnicas, ela finalmente saiu do estado catatônico em 2020, mas só pode se reintegrar à família no ano seguinte, por conta da pandemia de covid-19.
Agora, pesquisadores no mundo todo estudam o que aconteceu com ela na crença de que esse tratamento poderá beneficiar milhares de pessoas.
Seus colegas notaram que, embora April tivesse um diagnóstico incontestável de esquizofrenia, o lúpus também tinha uma correlação com o seu estado, já que a doença estava atacando seu cérebro. Depois de vários meses de tratamentos direcionados, a paciente finalmente "acordou" de seu estado depois de mais de vinte anos.
O resultado do tratamento de April agora está sendo visto como uma esperança para muitas outras pessoas que enfrentam condições semelhantes e que estão definhando em instituições de saúde mental, sem apresentar melhoras.
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