Um novo estudo ecológico internacional alerta que o impacto combinado do aquecimento global e do desmatamento pode forçar uma reconfiguração nas vegetações tropicais equivalente a 3,3 milhões de anos de transformações naturais. Ao comparar registros fósseis com projeções até o ano de 2100, os cientistas constataram que o ritmo atual de mudança é centenas de vezes mais rápido do que as transições geológicas do passado.
Essa velocidade sem precedentes impede a adaptação evolutiva natural da flora e da fauna. Como consequência, árvores de grande porte, fundamentais para o equilíbrio ecológico e para o armazenamento de carbono, correm o risco de desaparecer de extensas áreas, sendo gradualmente substituídas por vegetações rasteiras, espécies invasoras ou savanas degradadas.
O relatório conclui que biomas vitais, como a Amazônia, estão perigosamente próximos de um “ponto de não retorno”, onde secas e incêndios podem transformar florestas tropicais em fontes emissoras de CO?. Para evitar um cenário catastrófico e irreversível, os pesquisadores reforçam a urgência de aliar a redução drástica de emissões à restauração florestal em larga escala.
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