Um estudo da World Weather Attribution (WWA) aponta que as mudanças climáticas causadas pela ação humana tornaram ao menos duas vezes mais prováveis as condições extremas que alimentam os incêndios florestais no Canadá. Em um ano em que mais de 3,8 milhões de hectares já foram queimados, o aquecimento global aumentou a ocorrência de períodos quentes e secos, deixando a vegetação altamente inflamável e dificultando o controle das chamas por equipes de emergência.
A pesquisa focou nas condições meteorológicas, como altas temperaturas, baixa umidade e falta de chuva, que permitem a rápida propagação do fogo em regiões como Ontário e Territórios do Noroeste. No clima atual, cenários tão propícios ao fogo, que antes seriam raros (esperados a cada 40 anos), agora podem ocorrer a cada dois a seis anos nos Territórios do Noroeste, e entre seis e 15 anos em Ontário.
Além do impacto ambiental sem precedentes em escala e intensidade, os incêndios provocaram a evacuação de milhares de pessoas e expuseram milhões à fumaça tóxica, afetando desproporcionalmente comunidades indígenas. Cientistas do Imperial College London reforçam que a queima contínua de combustíveis fósseis é o fator central por trás desses eventos cada vez mais frequentes e severos.
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