O Brasil, maior produtor de café do mundo, conta com 19.495 estabelecimentos voltados à atividade cafeeira, empregando 114.186 trabalhadores com remuneração média de R$ 2.646,10, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). A maior parte desses empregos está no cultivo do café, que concentra cerca de 80 mil trabalhadores em 17.228 estabelecimentos, com salário médio de R$ 2.164,09.
Este panorama foi destaque no Seminário sobre o Pacto Nacional do Café, promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com foco em melhorar as condições de trabalho na cadeia produtiva e combater irregularidades como trabalho infantil e condições análogas à escravidão. O evento contou com a participação de autoridades como o ministro Luiz Marinho, que enfatizou a importância da formalização e do trabalho decente no setor, e representantes de instituições nacionais e internacionais.
O relatório também propõe estratégias para promover sustentabilidade e justiça social, incluindo campanhas educativas, maior fiscalização e certificações mais transparentes. A ampla participação de organizações reforça o compromisso coletivo de transformar a realidade da cafeicultura brasileira, promovendo melhores condições de trabalho e sustentabilidade econômica para trabalhadores e empregadores.
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