O Ministério Público Federal (MPF), que acompanha as consequências do incêndio ocorrido na noite de quintafeira (29) em um dos depósitos da Cinemateca Brasileira, informou que os prejuízos ainda estão sendo constatados e que a prioridade, no momento, é prevenir uma nova tragédia.
O fogo atingiu o galpão da instituição localizado na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo. Ontem, no dia seguinte ao incêndio, o governo federal abriu o edital para contratar empresa sem fins lucrativos para gerir a Cinemateca.
“No atual momento devem ser priorizados o salvamento do material restante e a prevenção de nova tragédia. Só depois de finalmente implantada uma nova entidade gestora para a Cinemateca se deverá pensar na apuração de responsabilidades individuais, embora a Polícia Federal já esteja, cautelarmente, cuidando da perícia criminal no local, para ser investigada a causa do incêndio”, divulgou o órgão nesta tarde (30). Em 15 de julho do ano passado, o MPF ajuizou ação civil pública com requerimento de medidas liminares emergenciais para a Cinemateca, então negadas pela Justiça Federal de primeira instância.
No mês seguinte, a procuradoria entrou com recurso junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região e, em dezembro do mesmo ano, parte das medidas emergenciais solicitadas foi deferida, em atendimento ao recurso. Segundo o MPF, diante disso, a União diminuiu sua postura litigiosa sobre o tema e se colocou mais disponível à conciliação.
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