O Ministério Público Federal (MPF) solicitou medidas imediatas de proteção para um homem negro com deficiência intelectual que foi atacado com uma arma de eletrochoque por estudantes de direito em Belém. A vítima, que vive nas ruas há seis anos, continua circulando sem assistência oficial, o que motivou o órgão a acionar a prefeitura e o Ministério Público estadual para garantir seu acolhimento e segurança.
Além da proteção individual, o MPF e as Defensorias Públicas entraram com uma ação na Justiça Federal exigindo que a União, o Estado e o Município lancem, em dez dias, uma campanha contra a discriminação da população de rua. O órgão alerta para o crescimento alarmante dessa população na capital paraense, que saltou de cerca de 500 pessoas para 2.000 na última década, em meio a cortes em serviços de acolhimento.
Os dois estudantes envolvidos no ataque foram identificados: um deles alega que o equipamento estava danificado, enquanto o outro aguarda acesso ao inquérito. O MPF agendou uma reunião com a faculdade dos agressores para discutir punições e medidas reparatórias, reforçando que a falha do poder público em assistir a vítima agrava sua exposição a novos riscos físicos e psicológicos.
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