O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram ontem (25) a Operação Pyatã. O objetivo é combater a atuação de duas associações criminosas suspeitas dos crimes de agiotagem (usura) e extorsão nas terras indígenas Tupiniquim e Guarani, localizadas em Aracruz, no Espírito Santo. A ação é resultado do trabalho do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF.
Durante a operação, foram cumpridos 5 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão em Aracruz, Ibiraçu e nas comunidades indígenas de Caieiras Velha e Irajá. Entre os presos, três são indígenas.
As apurações tiveram início após a notícia-crime de que, com o pagamento dos auxílios e indenizações da Fundação Renova – decorrentes do rompimento da Barragem de Fundão (Samarco Mineração) –, intensificaram-se práticas de exploração financeira e extorsões contra indígenas. Entre 2019 e 2022, a Fundação Renova repassou mais de R$ 113 milhões para as associações que representam os indígenas.
De acordo com a investigação do MPF, o esquema criminoso contou com a participação de ex-dirigentes de associações que facilitaram a atuação de agiotas no território. Os recursos provenientes das indenizações, que deveriam beneficiar as famílias indígenas, eram desviados para o pagamento de dívidas abusivas contraídas com os suspeitos.
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