A Justiça Federal, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), condenou ontem (19), seis líderes de uma organização criminosa que atuava no tráfico internacional de drogas via Aeroporto de Guarulhos (SP). O grupo usava um esquema de troca de etiquetas em malas de passageiros regulares, o que resultou em, pelo menos, três envios ilícitos de cocaína para a Europa. Em um dos casos, ocorrido em março de 2023, duas brasileiras foram presas injustamente em Frankfurt, na Alemanha, após a apreensão de 40 quilos de cocaína, permanecendo 38 dias sob custódia.
Os dois principais chefes do esquema receberam penas de 39 anos e 8 meses e 26 anos e 3 meses de prisão. Eles eram responsáveis pela compra da droga, recrutamento de comparsas, pagamentos e comunicação dentro do aeroporto. Outros membros do grupo, que desempenhavam funções de logística no envio das drogas, receberam penas que variam de 7 a 16 anos e 4 meses. Parte dos condenados trabalhava em prestadoras de serviço no aeroporto, facilitando o acesso às áreas restritas e a troca das etiquetas.
A operação que levou às prisões foi deflagrada em julho do ano passado, após a investigação do caso que envolveu as brasileiras presas na Alemanha. A sentença da 6ª Vara Federal de Guarulhos destacou a alta culpabilidade dos réus, apontando a frieza na execução do esquema, que envolvia o risco de prisão de inocentes no exterior. Além dessa condenação, os réus ainda respondem a outros processos relacionados ao tráfico.
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