O Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu um inquérito civil para investigar um hotel de selva, localizado no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus, por suposto uso irregular de fauna silvestre em atividades turísticas. A investigação teve início após uma denúncia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que constatou a presença de uma araracanga sendo utilizada na divulgação do empreendimento sem a devida licença ambiental.
A ação faz parte da operação Safari Amazônico, que combate a exploração e os maus-tratos de animais silvestres na região. Durante a vistoria, o Ibama apreendeu a ave e a encaminhou ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), além de registrar a infração como crime ambiental. O caso será analisado com base no artigo 225 da Constituição Federal, que prevê sanções para danos ao meio ambiente, incluindo penalidades administrativas e criminais.
A investigação está sob responsabilidade da promotora de Justiça Lilian Maria Pires Stone, que solicitou informações aos órgãos ambientais competentes. Segundo a legislação brasileira, o uso comercial de animais silvestres exige autorização do Ibama ou do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), e a ausência dessa licença pode resultar em punições severas ao hotel.
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