O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou uma ação civil pública contra Eduarda Campopiano (PL-SP), deputada estadual eleita, por uma publicação considerada transfóbica contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A Promotoria pede que Campopiano pague R$ 100 mil por danos morais coletivos e sociais, publique uma retratação pública e participe de um curso sobre inclusão social e combate à discriminação. A ação foi apresentada na terça-feira (20), após uma postagem feita pela parlamentar eleita na rede social X, em 5 de outubro.
Na publicação, Campopiano se referiu a Erika Hilton como “homem biológico” e questionou sua posição entre as mulheres mais votadas de São Paulo. Para o Ministério Público, a declaração nega publicamente a identidade de gênero da deputada federal e reforça preconceitos contra pessoas trans. A Promotoria argumenta que a manifestação ultrapassa os limites da divergência política e da liberdade de expressão, além de produzir impactos que vão além das pessoas diretamente envolvidas no episódio.
Erika Hilton foi reeleita deputada federal, enquanto Campopiano conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo e obteve a maior votação entre os candidatos a deputado estadual no estado. Em manifestação divulgada anteriormente à imprensa, Campopiano classificou a postagem como uma provocação no contexto do debate político e negou intenção de promover discriminação ou hostilidade.
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