O Ministério Público do Amazonas instaurou um inquérito civil e montou uma força-tarefa para apurar suspeitas de irregularidades envolvendo a Fundação Previdenciária do Estado do Amazonas (Amazonprev), responsável pela gestão do fundo de previdência dos servidores estaduais, no ano de 2024.
No centro das investigações estão desvio e mau uso de recursos públicos em aplicações que não seguem os procedimentos internos obrigatórios. Os valores chegam a R$ 300 milhões.
A força-tarefa, formada por promotores e procuradores, apura o mau uso de dinheiro público e suspeitas de desvio de recursos, parte deles atribuídos a agentes com foro privilegiado. Segundo o documento, os valores não passaram pela aprovação do Conselho de Administração (CONAD), etapa prevista nas normas internas da fundação.
A denúncia, apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Amazonas (SINTJAM) aponta, ainda, que parte dos recursos foi destinada a instituições financeiras que não estavam devidamente credenciadas na época das operações. Também foi constatado que o Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro deste ano, foi uma das instituições escolhidas e recebeu R$ 50 milhões.
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