Os albatrozes e petréis ocupam o topo da lista de aves mais ameaçadas do planeta. O fato expõe uma crise de conservação sem precedentes. Das 22 espécies de albatrozes existentes no mundo, metade frequenta águas brasileiras para buscar alimento e temperaturas mais amenas.
A redução populacional tem ocorrido de maneira célere e desafia pesquisadores e governos, que tentam conter a captura incidental na pesca de espinhel.
Essa técnica de pesca passiva usa uma longa linha principal (linha madre) repleta de linhas secundárias e anzóis iscados – geralmente com sardinha, cavalinha ou lula – para atrair peixes comerciais. O problema ocorre quando os albatrozes mergulham para fisgar essas mesmas iscas, acabam presos nos anzóis e morrem por afogamento.
Cerca de 300 mil aves marinhas são capturadas incidentalmente pela pesca de espinhel todos os anos no mundo, sendo 30 a 40 mil albatrozes e petréis. Desse total, em torno de 4 mil albatrozes morrem no Brasil, capturados pela pesca de espinhel em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, basicamente.
Segundo a fundadora e coordenadora-geral do Projeto Albatroz, a bióloga Tatiana Neves, a situação deixa claro que as frotas pesqueiras precisam adotar, de forma rigorosa e prática, medidas para mitigar o problema.
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