A jornalista e ativista Gloria Steinem, uma das principais referências do movimento feminista nos Estados Unidos, morreu na quarta-feira (2), aos 92 anos. A morte foi anunciada ontem (3) pela fundação que leva seu nome. A causa não foi divulgada. Steinem morreu em sua casa, em Nova York, cercada por pessoas próximas, e, segundo a fundação, permaneceu atuante na defesa da igualdade até os últimos anos de vida.
Considerada uma das vozes mais importantes da segunda onda do feminismo, Steinem dedicou décadas à defesa dos direitos das mulheres, com atuação em temas como liberdade reprodutiva, participação feminina na política, violência doméstica e desigualdade no mercado de trabalho. No jornalismo, ganhou notoriedade em 1963 ao trabalhar disfarçada como coelhinha da Playboy para investigar as condições de trabalho das mulheres nos clubes da empresa. Na década de 1970, foi uma das fundadoras da revista Ms., voltada a questões relacionadas aos direitos das mulheres.
Steinem também participou da criação do National Women’s Political Caucus, organização que buscava ampliar a participação feminina na política norte-americana. Em 2013, recebeu do então presidente Barack Obama a Medalha Presidencial da Liberdade, maior honraria civil dos Estados Unidos. Sua trajetória foi retratada no cinema em 2020, no filme As Vidas de Glória, dirigido por Julie Taymor e estrelado por Julianne Moore.
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