domingo, 06 de setembro de 2026
31/08/2026   14:20h - Bolsas & Ações

Morgan Stanley projeta que Selic pode variara entre 9,75% e 15,5% após as eleições

O Morgan Stanley projetou cenários contrastantes para a trajetória da taxa básica de juros (Selic) no Brasil após o período eleitoral. De acordo com relatório divulgado pela instituição financeira, a taxa Selic pode oscilar entre o patamar de 9,75% ao ano, em um cenário fiscalmente benigno, e alcançar até 15,5% ao ano no caso de deterioração das contas públicas e expansão descontrolada de gastos. A análise destaca que o compromisso da futura gestão com a sustentabilidade da dívida pública será o pilar central para definir os rumos da política monetária conduzida pelo Banco Central.

 

No cenário mais otimista previsto pelo banco, a adoção de um rigoroso ajuste fiscal e o cumprimento das metas fiscais permitiriam ao Banco Central cortar os juros com segurança, levando a Selic para 9,75% e estimulando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Em contrapartida, caso o governo eleito opte por flexibilizar regras fiscais, o aumento da percepção de risco pelo mercado forçaria a autoridade monetária a promover um ciclo de aperto expressivo, elevando os juros para 15,5% para conter as expectativas de inflação e estabilizar o câmbio.

 

A projeção do Morgan Stanley ressalta a forte dependência entre a política monetária e a credibilidade fiscal no cenário macroeconômico brasileiro. Analistas indicam que, além das decisões internas, fatores externos como a trajetória dos juros nos Estados Unidos e a cotação das commodities também exercerão pressão sobre o Comitê de Política Monetária (Copom) durante a transição de governo.

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