A suspeita de que a morte da atriz turca Ece Irtem tenha sido causada por uma infecção após a mordida de um macaco acendeu o alerta sobre os graves perigos de zoonoses transmitidas por primatas. Segundo o biólogo Fabiano Soares, a proximidade evolutiva entre macacos e humanos facilita a circulação de microrganismos letais através da saliva ou arranhões. Embora a causa do falecimento da atriz ainda não tenha confirmação oficial, especialistas alertam que mesmo ferimentos superficiais são capazes de inocular vírus e bactérias profundamente nos tecidos humanos.
Entre as maiores ameaças estão o vírus da raiva e o Herpes B, que atacam o sistema nervoso central de forma silenciosa e possuem taxas de mortalidade próximas de 100% após o período de incubação. Além disso, a boca dos macacos abriga bactérias que podem provocar infecções locais graves e evoluir rapidamente para sepse (infecção generalizada). Por isso, médicos recomendam que qualquer pessoa ferida por um animal silvestre busque atendimento hospitalar imediato para receber o protocolo preventivo com soro e vacina antes do surgimento dos sintomas.
O especialista ressalta que os macacos não são agressivos por natureza e que os acidentes ocorrem quase exclusivamente por condutas humanas inadequadas, como tentar alimentar, tocar ou se aproximar dos animais para fotos. Para evitar riscos, a orientação padrão é manter o isolamento e o respeito à fauna, observando os animais apenas à distância e jamais oferecendo alimentos.
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