quinta, 23 de abril de 2026
08/11/2025   14:00h - Mundo

Montes de lixo e esgoto agravam crise sanitária na Faixa de Gaza

Montes de lixo em decomposição, cobertos de moscas e espalhados entre barracas e escombros, transformaram a Faixa de Gaza em um cenário de grave crise sanitária. Desde o início da ofensiva israelense, a coleta de resíduos foi interrompida, e mesmo com o retorno parcial dos serviços após a trégua do mês passado, a destruição generalizada impede qualquer ação de limpeza efetiva. O resultado é um ambiente insalubre, com mau cheiro, poluição e risco crescente de doenças.

 

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cerca de 2 milhões de toneladas de resíduos não tratados estão acumuladas em Gaza, afetando o meio ambiente, o lençol freático e a saúde pública. Três grandes aterros sanitários ficaram inacessíveis por estarem próximos à fronteira com Israel, e os locais ainda disponíveis já estão lotados. “A escala do problema do lixo em Gaza é enorme”, afirmou Alessandro Mrakic, chefe do escritório do PNUD no território.

 

Com o colapso do sistema de saneamento, lagoas de esgoto se formaram ao redor de acampamentos e hospitais de campanha, favorecendo a proliferação de bactérias e doenças de pele. Moradores relatam casos crescentes de diarreia, infecções e sarna, agravados pela falta de medicamentos. 

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