Das 23,6 mil estações de monitoramento de rios no Brasil, apenas 15% conseguem enviar dados em tempo real, conforme apontado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A cobertura inadequada de redes de celular em diversas regiões dificulta ainda mais o envio dessas informações críticas.
Essas estações são divididas em três categorias: pluviométricas, que medem a quantidade de chuva nas bacias dos rios; fluviométricas, que avaliam o nível e a vazão dos rios; e combinadas, que realizam ambas as medições. Antes de a Defesa Civil emitir alertas para a população sobre riscos iminentes, os especialistas precisam fazer previsões de eventos climáticos extremos, baseadas nos dados coletados por essas estações.
Entretanto, o Brasil enfrenta dois grandes desafios, segundo especialistas consultados pelo g1: a cobertura da rede de monitoramento está aquém do ideal e o acesso às informações é limitado, pois 85% dos dados são coletados manualmente por observadores locais.
Inundações são um dos principais desastres naturais no país. Em 2023, dos 3.425 alertas emitidos pelo Cemaden, mais da metade foram alertas hidrológicos, como transbordamentos de rios. No ano anterior, mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas por cheias e 7 milhões por secas, de acordo com dados da Agência Nacional de Águas (ANA).
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