Na quarta-feira (6), o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), anunciou que o fim da bandeira tarifária 'escassez hídrica', a partir de 16 de abril, traria uma redução de 20% na conta de luz do consumidor residencial. A bandeira que passará a vigorar será a verde, sem cobrança adicional, portanto (veja mais abaixo como funcionam as bandeiras tarifárias).
Faltou explicar, no entanto, que as principais distribuidoras devem passar por reajustes tarifários nos próximos meses e que, dessa forma, o benefício obtido com a mudança da bandeira tarifária deve ser diluído ao longo do ano.
A consultoria PSR, por exemplo, estima um reajuste tarifário de 15% e prevê uma queda na conta de luz de 6,5% Já um exercício realizado pela TR Soluções mostra que, com a mudança da bandeira, a conta deve ter uma redução média imediata de 12,5% – mas, até o final do ano, vai ficar 6,09% mais cara.
As projeções para o impacto na conta de energia destocam porque o cenário para a bandeira tarifária varia entre as empresas. A PSR prevê bandeira verde até o fim do ano; a TR Soluções avalia que a bandeira amarela deve vigorar por alguns meses no segundo semestre. Os reajustes tarifários são definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e serão influenciados por uma inflação elevada - hoje em dois dígitos.