É comum ouvir de alguns tutores de gatos a frase “meu gato tem sintomas de autismo”, contudo será, mesmo, que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode afetar os bichanos? A médica-veterinária Comportamentalista de Felinos, Debora Paulino, afirma se tratar de um mito, já que ainda não há materiais que comprovem cientificamente que existam gatos com o espectro austista.
Mas, então, quais comportamentos poderiam ser confundidos com características do TEA em humanos? Segundo Debora, os gatos, sendo uma espécie diferente da nossa, experienciam o mundo de uma forma distinta, o que, ao nosso olhar humano, pode ser similar às pessoas do espectro autista.
“Na verdade, os sentidos aguçados determinam comportamentos marcantes em nosso compreender, como, por exemplo, o fato de a espécie felina ouvir, ver e sentir por meio do olfato, nuances que nós não conseguimos compreender. Isso porque os gatos ouvem em uma faixa auditiva mais ampla do que a nossa, ou seja, sons ultrassônicos para nós”, explica.
Assim, os bichanos podem apresentar comportamentos estereotipados e compulsivos, o que pode ter similaridade com os traços do espectro autista. “Mas estes comportamentos, comumente, estão associados ao estresse crônico, se não de forma direta, indiretamente tem correlação”, informa.
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