A famosa regra de cores usada para diferenciar a cobra coral verdadeira da falsa não funciona no Brasil e representa um grave risco à saúde pública. Com 38 espécies de corais-verdadeiras no território nacional, o país apresenta uma enorme variedade de padrões biológicos, incluindo cobras peçonhentas que sequer possuem os anéis coloridos, além de dezenas de espécies falsas que imitam perfeitamente as venenosas. Diante disso, a recomendação oficial das autoridades ambientais é tratar qualquer cobra com padrão de listras como potencialmente perigosa e acionar o Corpo de Bombeiros (193) ou a Polícia Militar Ambiental (190) para o resgate do animal.
Diferente do que o senso comum aponta, a coral-verdadeira não tem dificuldade para injetar sua toxina. Embora seus dentes sejam pequenos, eles ficam na parte frontal da boca, e seu veneno neurotóxico possui moléculas pequenas de rápida absorção que atacam diretamente o sistema nervoso. A substância interrompe a comunicação entre nervos e músculos, provocando sintomas iniciais como pálpebras caídas e visão embaçada, podendo evoluir para a paralisia do diafragma e insuficiência respiratória fatal caso a vítima não receba o soro antielapídico a tempo.
Como essas serpentes possuem hábitos discretos e costumam viver escondidas sob folhas, troncos e galerias subterrâneas, os acidentes acontecem principalmente em chácaras e zonas periurbanas. Em caso de picada, a orientação médica é lavar o local com água e sabão e procurar um hospital imediatamente.
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