Quase dois séculos após o adeus trágico do famoso compositor alemão Ludwig van Beethoven em uma noite de março de 1827, a análise genética de amostras autenticadas de seu cabelo trouxe revelações inesperadas e intrigantes.
Beethoven, cuja surdez se agravou a ponto de se tornar funcional durante seus quarenta anos, travou uma batalha árdua contra vários problemas de saúde ao longo de sua vida. Além da audição comprometida, enfrentou dores abdominais severas e diarreia crônica. Aos 50 e seis anos, sinais precoces de doença hepática surgiram, uma condição que se suspeita ter contribuído para seu falecimento.
Em 2007, uma investigação forense levantou a possibilidade de envenenamento por chumbo como acelerador do declínio. Entretanto, uma investigação recente, publicada em março deste ano, refuta tal teoria de envenenamento.
Curiosamente, o estudo revela uma reviravolta surpreendente: as amostras de cabelo analisadas anteriormente não pertenciam a Beethoven, mas sim a uma mulher desconhecida. Novos testes, conduzidos com várias mechas de cabelo autenticamente ligadas ao compositor, sugerem que sua morte provavelmente foi consequência de uma infecção por hepatite B, exacerbada por consumo de álcool e vários fatores de risco associados à doença.
A respeito das outras aflições de saúde de Beethoven, Johannes Krause, bioquímico do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva na Alemanha, comenta: "Não conseguimos estabelecer com certeza as causas da surdez ou dos problemas gastrointestinais de Beethoven."
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