Floripes Dornellas de Jesus, conhecida como “Lola”, nasceu em 1913 em Mercês (MG) e viveu em Rio Pomba, onde ficou paraplégica após cair de uma jabuticabeira. A partir do acidente, relatos indicam que ela teria deixado de sentir fome, sede e sono, vivendo por mais de 60 anos apenas com a hóstia consagrada, fenômeno conhecido como “inédia eucarística”. Médicos que a acompanharam afirmaram que, apesar da paralisia e da imobilidade, Lola não apresentava escaras nem complicações graves de saúde.
O caso despertou o interesse científico do Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde (Nupes), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que investiga os registros médicos, documentos históricos e depoimentos sobre sua vida.
A pesquisa, coordenada pelo psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, busca compreender se o fenômeno poderia ter origem em distúrbios psicossomáticos, erros de observação ou se seria algo realmente místico.
Embora a confirmação científica completa seja difícil, por se tratar de um caso antigo e sem exames diretos, o estudo reacende o debate sobre os limites entre fé e ciência. Para a Igreja Católica, Lola é reconhecida como “Serva de Deus” - o primeiro passo rumo à canonização - e o trabalho da UFJF pode fortalecer a credibilidade de seu testemunho.
Hoje, o local onde ela viveu é ponto de peregrinação e curiosidade, atraindo fiéis e pesquisadores em busca de respostas para o enigma.
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