quinta, 23 de abril de 2026
26/09/2023   13:30h - Curiosidades

Mistério da árvore "congelada" por 66 milhões de anos chega ao fim

Em 1994, um bando de caminhantes acabou descobrindo um grupo de árvores estranhas crescendo em um desfiladeiro no Parque Nacional Wollecim, a cerca de 100 km de distância de Sydney, na Austrália. Um naturalista do parque foi notificado sobre o caso, posteriormente mostrando espécimes de folhas a um botânico.

 

Após estudos mais aprofundados, pesquisadores descobriram que a planta em questão se tratava de uma espécie antiga que estava essencialmente congelada no tempo desde a época em que os dinossauros vagavam pela Terra. O pinheiro Wollemi (Wollemia nobilis) foi apelidado de "fóssil vivo" pelos estudiosos e permanece geneticamente quase idêntico há 66 milhões de anos.

 

De acordo com os pesquisadores que trabalharam no caso, existem agora apenas 60 destas árvores na natureza. As sobreviventes, por sua vez, estão ameaçadas pelos incêndios florestais na região australiana. Antes do espécime ter sido descoberto, em 1994, acreditava-se que o pinheiro Wollemi estava extinto há 2 milhões de anos.

 

Agora, cientistas da Austrália, Estados Unidos e Itália estão decodificando o genoma da árvore para entender mais sobre sua evolução e seus hábitos reprodutivos únicos, bem como tentando saber quais esforços precisarão ser feitos para ajudar na conservação da espécie.

 

Segundo os dados obtidos recentemente, o pinheiro tem 26 cromossomos, os quais contém impressionantes 12,2 bilhões pares de bases - em comparação, os humanos possuem apenas 3 bilhões de pares de bases. Apesar do tamanho do seu genoma, os primeiros Wollemi têm uma diversidade genética extremamente baixa, sugerindo uma redução drástica de sua população por volta de 10 mil a 26 mil anos atrás.

 

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