Liderando um dos maiores haras do país, o ministro das Comunicações do Brasil, Juscelino Filho (União Brasil), tem chamado atenção por uma omissão em sua declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O parlamentar não informou ao TSE a existência de pelo menos 15 cavalos de raça de sua propriedade, que estão avaliados em valores que ultrapassam os R$ 2,2 milhões.
Juscelino teria ainda utilizado um avião da FAB para ir ao leilão onde adquiriu os animais e destinado verba do orçamento secreto para obras na estrada que leva ao haras. A declaração de bens ao TSE é obrigatória para todos os candidatos e políticos eleitos, e tem como objetivo dar transparência sobre a origem e os valores dos patrimônios dos políticos, para que a sociedade possa fiscalizar possíveis indícios de enriquecimento ilícito ou corrupção.
A omissão dos cavalos do haras de Juscelino Filho foi descoberta por meio de uma investigação feita pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que encontrou as informações sobre os animais no site da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Quarto de Milha (ABQM), onde Juscelino Júnior é cadastrado como criador.
Em nota, a assessoria do político afirmou que os cavalos são de propriedade da empresa da família, e não dele pessoalmente, e que a omissão na declaração de bens ao TSE foi um equívoco que será corrigido. No entanto, o fato ainda gera questionamentos sobre sua transparência e ética. A omissão dos cavalos do haras de Juscelino Filho reforça a necessidade de maior transparência por parte dos políticos brasileiros, e a importância da sociedade na fiscalização dos mandatos e das declarações de bens dos representantes eleitos.
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