O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelou sua viagem à Europa a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão reflete a urgência em tratar da agenda de corte de gastos em meio à alta do dólar e à queda na Bolsa de Valores, que geraram inquietação no mercado financeiro.
Em nota, o Ministério da Fazenda confirmou que Haddad permanecerá em Brasília na próxima semana, concentrando-se em assuntos domésticos. O cancelamento da viagem já gerava mal-estar entre investidores, pois sua ausência poderia adiar o envio de um pacote de revisão de gastos obrigatórios ao Congresso, medida considerada essencial para estabilizar o mercado.
A viagem, que estava programada para esta segunda-feira (4), incluía reuniões com autoridades e conversas com investidores em Paris, Londres, Berlim e Bruxelas. A pressão do mercado pela agilidade nas reformas fiscais tem sido um fator crítico para a gestão econômica do governo.
Com a decisão de permanecer no Brasil, Haddad busca evitar maiores turbulências econômicas e atender às expectativas dos investidores em relação às reformas fiscais urgentes.
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