O Ministério Público do Trabalho (MPT) está buscando a revogação do registro da atrazina, um composto ativo presente em cerca de 5% dos agrotóxicos disponíveis no mercado brasileiro, por meio de uma ação judicial.
A atrazina é um herbicida utilizado na agricultura para controlar o crescimento de plantas indesejáveis, mas também é permitida em atividades como capina química em estradas e áreas sob redes de alta tensão. Isso expõe trabalhadores, comunidades e o meio ambiente a sérios riscos de contaminação, incluindo mananciais que abastecem a população.
A ação visa conter a produção, exportação, importação, comercialização e uso de agrotóxicos contendo atrazina, reconhecida como prejudicial à saúde dos trabalhadores, dos consumidores e do meio ambiente.
A União Europeia baniu a atrazina em 2003 devido à contaminação da água, mesmo em concentrações muito menores do que as permitidas no Brasil. Em 2012, a Suíça, sede da empresa Syngenta, que desenvolveu o herbicida, também proibiu a atrazina, embora a empresa continue a produzir e exportar o produto.
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