O governo brasileiro anunciou nessa quarta-feira (26) a retomada do programa de reforma agrária e de regularização fundiária no país, com o objetivo de evitar conflitos no campo e invasões de terras. O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, durante participação na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.
Teixeira afirmou que, historicamente, o Brasil fez reforma agrária com as comunidades europeias que vieram ao país no final do século 19, mas os processos foram paralisados nos últimos governos. "Todas as comunidades italianas, alemãs, polonesas, japonesas foram beneficiárias de programa de reforma agrária", disse.
O ministro também destacou que, após negociações, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) concordou em desocupar áreas pertencentes à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Petrolina (PE), e da empresa multinacional Suzano, em Aracruz (ES), ainda esta semana. O MST está promovendo a 26ª Jornada Nacional de Luta pela Terra e pela Reforma Agrária neste mês, com ações e ocupações em todo o país.
Teixeira ainda ressaltou que, desde os primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o agronegócio foi fortalecido, com a repactuação de dívidas e programas de crédito rural e de compra de máquinas. "Agora, o presidente Lula também viu que precisamos dar uma força para a agricultura familiar", disse, destacando o trabalho do MST no desenvolvimento do cooperativismo e de uma agricultura mais ecológica.
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