O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (26) que o governo federal pretende buscar um superávit primário efetivo maior em 2027, embora ainda não tenha divulgado uma nova meta numérica. A declaração foi dada após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais e a forte reação negativa dos mercados financeiros, em meio às preocupações dos investidores com a situação fiscal brasileira.
Durigan também informou que o governo pretende enviar ao Congresso Nacional, ainda em 2026, uma proposta para estabelecer formalmente o ponto central da meta de resultado primário como referência para a política fiscal. A meta oficial para 2027 prevê superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos. Em projeção divulgada anteriormente, porém, o resultado efetivo esperado era de apenas 0,1% do PIB, considerando despesas que podem ser excluídas do cálculo oficial.
Diante da instabilidade financeira, o Tesouro Nacional cancelou leilões de títulos públicos previstos para segunda-feira e realizou operações extraordinárias de recompra de papéis para reduzir distorções no mercado. A preocupação dos investidores está relacionada ao crescimento das despesas obrigatórias e ao avanço da dívida pública bruta, que chegou a 82,9% do PIB. Segundo Durigan, o governo pretende reforçar o compromisso com a estabilidade fiscal e elevar a projeção de superávit para o próximo ano, mas os detalhes das medidas ainda deverão ser apresentados.
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