Na semana em que é celebrado o Dia da Amazônia, o Ministério do Meio Ambiente publicou a portaria nº 414, que institui o Floresta+ Bioeconomia, uma modalidade do Programa Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, Floresta+. A iniciativa busca o reconhecimento da contribuição direta das atividades de manejo sustentável - madeireiro ou não - como ferramenta de proteção florestal.
O Floresta+ Bioeconomia visa ainda a criação de arranjos comerciais e inovação para dar destaque e remunerar quem atua na manutenção da floresta, possibilitando o desenvolvimento socioeconômico a partir da geração de renda e estabilidade como forma de incentivo à conservação.
O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, conta que a ideia de criar um mercado de serviços ambientais surgiu a partir de visitas a comunidades da região amazônica. “Nós pudemos perceber que o extrativista protege o território. Então, além do produto que ele extrai da floresta, ele faz uma atividade de monitoramento, combate a incêndio e, por isso, ele deveria ser remunerado”, diz Leite, que complementa: “O que isso significa? A empresa que comprar os produtos da bioeconomia deveria reconhecer esse extrativista e remunerá-lo mensalmente, independente da quantidade de produto que ele compra, da variação de preço e de volume na safra, porque o extrativista faz a atividade de proteção.”
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