Os minerais críticos e estratégicos, como terras raras, lítio e níquel, ganharam forte protagonismo global devido à disparada na demanda por tecnologias de transição energética e descarbonização. Nesse cenário de alta competição, o Brasil desponta como um ator estratégico por abrigar algumas das maiores reservas do planeta. O país detém, por exemplo, a segunda maior reserva mundial de terras raras, com cerca de 21 milhões de toneladas, o que representa 23% do total global.
Esse aquecimento do mercado provocou uma corrida regulatória na Agência Nacional de Mineração (ANM), que registrou recordes sucessivos de pedidos de autorização de pesquisa, saltando de um histórico de 476 requerimentos entre 1975 e 2020 para 1.081 pedidos apenas em 2024. Para acelerar o desenvolvimento do setor, a ANM informou que os processos voltados a esses minerais prioritários recebem tratamento preferencial nas análises do órgão.
O grande desafio do Brasil para os próximos anos, contudo, reside na agregação de valor e na industrialização, superando a dependência da extração bruta. Como as etapas complexas de beneficiamento químico e refino são dominadas por poucas potências, como a China, especialistas defendem políticas públicas de inovação e financiamento para que o país processe esses insumos internamente, garantindo uma inserção soberana nas cadeias globais.
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