A Fleurs Global Mineração enfrenta críticas severas de ambientalistas e moradores devido ao descarte irregular de rejeitos de mineração na Serra do Curral, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Denúncias apontam que a prática ameaça nascentes que abastecem a bacia do Rio das Velhas e um muro de pedra centenário, construído no período escravista e tombado como patrimônio cultural. Segundo o Projeto Manuelzão, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a mineradora despejou sedimentos sem contenção em áreas de mata ciliar, próximas a um córrego, o que pode causar danos ambientais graves.
Especialistas e moradores alertam para o impacto ambiental e histórico das atividades. Jeanine Oliveira, do Projeto Manuelzão, destacou que os sedimentos possuem materiais potencialmente poluentes, incluindo elementos radioativos, sendo descartados de forma intencional. Além disso, moradores relatam falta de fiscalização eficaz e riscos à saúde e ao meio ambiente. A instalação de aterros em áreas de sítios arqueológicos, autorizada pela Prefeitura de Sabará, também coloca em perigo estruturas históricas que remontam ao período escravista, como muros e poços de pedra.
A Prefeitura de Sabará afirmou que o licenciamento seguiu normas estaduais e solicitou à mineradora estudos técnicos sobre os impactos, enquanto o Ministério Público de Minas Gerais investiga possíveis irregularidades. O órgão expediu ofícios para inspeções no local e busca identificar responsáveis pelos danos ambientais e culturais. Enquanto isso, críticas persistem sobre a eficácia das multas e compromissos assumidos pela mineradora, que já enfrenta denúncias de contaminação no Rio das Velhas.
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