A Zona Clarion-Clipperton (CCZ na sigla em inglês), no Pacífico, se estende entre a costa do México até o Havaí e atualmente é o principal alvo da indústria da mineração em águas profundas. Estima-se que a região possa abrigar 27 toneladas de nódulos polimetálicos – compostos de minerais ricos em cobre, níquel, cobalto e, principalmente, manganês.
Apesar da mineração em águas profundas ainda não ser uma atividade regulamentada, ou seja, ainda não há sinal verde para que as empresas de fato comecem a dragar o leito marinho, testes pré-exploratórios já estão acontecendo nesta região.
A mineração em águas profundas pode destruir habitats inteiros, impactando diretamente a vida marinha. Mas, além disso, a pluma de sedimentos que resulta do próprio processo de extração e vazamentos de substâncias potencialmente tóxicas dos navios pode atingir espécies para além das que vivem no mar profundo.
Em função das correntes marítimas, a poluição pode viajar por quilômetros, colocando em risco os meios de subsistência das comunidades costeiras e pesqueiras das ilhas do Pacífico. A segurança alimentar dessas populações também estaria comprometida caso os estoques pesqueiros sejam afetados.
Mesmo com essa ligação vital com os oceanos, os povos indígenas havaianos foram excluídos da discussão sobre se a exploração de minérios no fundo do mar deveria ou não ser permitida.
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