O Conselho de Administração Estatal (SAC) de Mianmar, enfrenta seu pior momento desde o início da guerra civil, em 2021, com perdas territoriais significativas após ataques rebeldes liderados por forças étnicas armadas. Apesar da instabilidade, o SAC planeja realizar eleições em 2025, com forte apoio da China, que prometeu assistência tecnológica e financeira para viabilizar o pleito.
No entanto, o processo eleitoral já enfrenta críticas por não ser livre ou justo, já que o SAC dissolveu 40 partidos de oposição, incluindo a Liga Nacional pela Democracia, que venceu amplamente as últimas eleições legítimas em 2020. A China, interessada em estabilizar a região para proteger seus investimentos estratégicos, como gasodutos e minas de terras raras, tem pressionado pelo fim do conflito enquanto apoia o SAC. Ao promover as eleições, o SAC busca legitimar sua posição no poder, apresentando-se como defensor da democracia enquanto retrata os grupos rebeldes como ameaças à estabilidade.
Os Estados Unidos e outras democracias têm criticado o apoio chinês ao SAC e enfatizado a necessidade de uma transição real para a democracia no país. Em paralelo, campanhas internacionais devem deslegitimar o controle narrativo do SAC e de seus aliados sobre as eleições, reforçando que a verdadeira vontade do povo de Mianmar reside na resistência ao regime militar.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.