O avanço acelerado da inteligência artificial no Brasil tem impulsionado a expansão de grandes estruturas tecnológicas, mas também levanta um debate ambiental importante. Em São Paulo, novos data centers voltados para IA incluindo operações da Microsoft estão utilizando sistemas de resfriamento considerados tradicionais, baseados no uso intensivo de água.
A tecnologia, conhecida como resfriamento evaporativo, não é nova. Amplamente empregada há décadas em ambientes industriais, ela funciona por meio da evaporação da água para dissipar o calor gerado por equipamentos. No entanto, com a crescente demanda energética e térmica dos servidores de inteligência artificial, o uso desse método ganhou uma nova escala e, com isso, uma nova preocupação.
O crescimento de aplicações de IA exige data centers cada vez mais robustos. Diferente de servidores convencionais, os sistemas que operam modelos avançados geram muito mais calor, exigindo refrigeração constante e eficiente. Na prática, isso significa maior consumo de água. Especialistas apontam que essas estruturas funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, o que amplia significativamente a demanda hídrica especialmente em regiões urbanas densas como o estado de São Paulo.
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