Pesquisadores da Unifap e do Iepa identificaram a presença de microplásticos, como fibras e glitter, em peixes do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá. O estudo, publicado em uma revista internacional, revela que mesmo uma das áreas mais isoladas da Amazônia já sofre com a poluição por partículas invisíveis ao olho nu.
A principal hipótese é que esses resíduos cheguem à reserva pelo ar, transportados por ventos e nuvens, e depositados nos rios através da chuva. Testes confirmaram essa teoria ao encontrar quase 200 fragmentos plásticos em uma amostra de apenas 225 ml de água da chuva coletada dentro do parque.
O impacto é preocupante para a biodiversidade, pois a ingestão dessas partículas prejudica o crescimento e a reprodução dos peixes. Além do dano ambiental, os cientistas alertam que o problema atinge toda a cadeia alimentar, representando um risco silencioso também para a saúde humana.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.