Nos últimos tempos, a "guerra dos chips" tem sido um tema recorrente de discussão. Muitos se perguntam se não passa de mais uma batalha comercial entre os Estados Unidos e a China. O que talvez não seja tão conhecido é que o país que se destacar na indústria de semicondutores terá, praticamente, o controle da economia global em suas mãos.
Os chips representam o coração pulsante da economia moderna, sendo o cérebro por trás de todos os sistemas eletrônicos em produtos de consumo em massa, como carros, telefones, computadores e até mesmo aeronaves de combate.
Embora várias empresas tenham começado a se estabelecer em outros países asiáticos, uma nação latino-americana também está competindo para atrair esses investimentos.
O México surge como um forte concorrente nessa corrida. Chris Miller, professor associado de História Internacional na Universidade Tufts, com especialização em questões econômicas, tecnológicas e políticas, destaca: "Existem várias etapas no processo de fabricação de semicondutores. Envolve o design, a produção das ferramentas, a fabricação dos próprios chips e a embalagem antes de chegarem ao consumidor final. Nenhum país domina todas as fases do processo".
O México, por sua vez, está bem posicionado para desempenhar um papel fundamental na montagem e embalagem. O país já possui uma indústria de montagem consolidada nos setores automotivo e de dispositivos médicos.
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